AVALIAÇÃO DO PAYBACK EM SISTEMAS FOTOVOLTAICOS ON-GRID PARA CONSUMIDORES RESIDENCIAIS GRUPO B1 SOB A LEI 14300/2022
DOI:
https://doi.org/10.59627/rbens.2025v16i2.509Resumo
Com o desenvolvimento econômico e tecnológico de países subdesenvolvidos, cresce a demanda por energia elétrica. Para suprir tal demanda, formas alternativas de energia atraem investimentos e subsequentes estudos para sua maior otimização. No Brasil, em 2025, dados da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica destacam o crescimento da energia solar no país, sendo responsável por representar cerca de 23,2% da matriz elétrica brasileira. Entretanto, novas legislações foram criadas, como a Lei 14.300/2022, que redefiniu as regras de cobrança pelo uso da rede de distribuição para a energia injetada, impactando o retorno financeiro dos projetos. Neste artigo, propõe-se um comparativo entre cálculos de dimensionamento de um sistema fotovoltaico residencial baseado nos dados do CRESESB, softwares e em calculadoras/simuladores de sites sobre o assunto, bem como uma estimativa de payback utilizando cálculos do desconto progressivo por VPL (Valor Presente Líquido), a fim de apontar as mudanças causadas pelo novo marco legal da energia solar. Os resultados apontaram para um sistema com potência de 4,2 kWp - em análise econômica, apresentou VPL de R$12.905,97, TIR de 25% e payback descontado de 7,04 anos. As validações confirmaram a robustez do dimensionamento autoral frente a diferentes plataformas. Apesar do aumento dos custos pela nova legislação, a geração distribuída permanece economicamente viável, exigindo, no entanto, estratégias de elevação do autoconsumo e ajustes regulatórios para manter sua atratividade.
